Vida na Estrada

Caixa cozinha: uma grande aliada da caminhoneira

Trazemos uma reflexão sobre o custo de comer fora e ter a própria caixa cozinha no caminhão, um item que pode ser o grande aliado da caminhoneira na estrada. Foto: Divulgação

Oiê! Como vão as coisas por aí? Olha, comer fora pesa no bolso da gente, né? Até porque o item alimentação é um grande puxador dos custos para cima. A hora da refeição é realmente algo que deve ser planejado e levado em conta, tanto no sentido econômico quanto em relação à saúde. E nós, mulheres, sabemos muito bem gerenciar isso.

Basta fazer a conta. Em média, uma refeição decente na estrada custa R$ 16,00. Comendo sempre no posto e em restaurantes, a caminhoneira vai gastar boa parte do seu frete e enfrentar condições nem sempre adequadas para fazer sua refeição.

É aí que entra a caixa cozinha. Um kit simples formado por fogareiro, mini geladeira, local para guardar alimentos e uma pequena bancada pode proporcionar para as caminhoneiras refeições a um custo médio de R$ 4,50, com o requinte do próprio tempero e gosto. E ela pode te ajudar, nesses tempos difíceis de crise, a não ficar dependendo dos locais da estrada para comprar refeições. Com a caixa, você pode fazer sua própria comida e manter o cuidado com sua saúde.

E são muitas as histórias de cozinheiras, motoristas ou cristais, que rodam Brasil afora, muita gente gosta de chegar nos locais de parada e fazer seu arroz, seu feijão, carne de panela, frango frito, e por aí vai o imenso cardápio, limitado somente pela imaginação da gente.

A cultura da estrada trouxe esse costume que define a própria existência do transporte brasileiro, que nasceu dos tropeiros e hoje vive do caminhão.

E, a partir do momento que você tem uma caixa cozinha no caminhão, pode colocar em prática aquele talento feminino e o toque de criatividade da mulher para fazer vários tipos de refeições deliciosas e também saudáveis.

Origens na História

A caixa cozinha, ou caixa boia, como o pessoal da estrada fala, tem origens que se confundem com a própria história do transporte no Brasil. Lá no século XIX, quando não existiam caminhões e o transporte era feito pelos tropeiros, no lombo de animais, as viagens demoravam muitos dias. Era necessário levar uma mula dedicada somente a carregar os alimentos e mantimentos da comitiva.

Por vezes, havia mais de uma mula com os alimentos e as cozinhas itinerantes começaram a ficar mais comuns e disseminadas. Com a chegada do caminhão, aquele espaço que batizamos de caixa cozinha tomou seu lugar e foi sendo aperfeiçoado.

E desta história nasceu uma receita mais do que especial e típica das estradas brasileiras. O feijão tropeiro, como o nome diz, surgiu na época das tropas de mulas e se transformou em um dos pratos preferidos de quem está na estrada. Junto com o arroz carreteiro, faz a alegria das caixas cozinha em todo o Brasil. Vamos conferir essas receitas?

ARROZ CARRETEIRO

Ingredientes

3 copos de arroz
500 g de carne seca
200 g de bacon fatiado
200 g de calabresa
1 tomate grande bem maduro
1 cebola grande
Pimenta calabresa
Salsa
Sal

PREPARO:

1 - Cozinhe a carne seca em panela de pressão, retire, espera esfriar e desfie
2 - Retire a pele da calabresa e corte em cubos juntamente com o bacon
3 - Corte o tomate em cubos pequenos sem as sementes bem como a cebola
4 - Reserve
5 - Refogue o bacon e a calabresa até ficar bem dourada, acrescentando depois a cebola, tomate, pimenta calabresa e a carne desfiada
6 - Após acrescente o arroz, afogue bem, adicione a água corrigindo o sal se necessário e abaixe o fogo aguardando secar
7 - Quando pronto, colocar a salsa em cima


FEIJÃO TROPEIRO

Ingredientes

500 g de feijão carioquinha cozido
200 g de toucinho
1 concha de óleo
1 cebola média picada
4 dentes de alho
5 ovos
1 colher de sopa de sal com alho
Cheiro verde a gosto
200 g de farinha de mandioca

PREPARO

1 - Coloque o óleo em uma panela e doure a cebola, acrescente o bacon e frite bem
2 - Adicione o alho, sal e os ovos, misturando com cuidado para que não se despedacem muito
3 - Refogue o feijão, baixe o fogo, misture a farinha aos poucos e o cheiro verde (faltou um final)

Duas receitas clássicas do transporte brasileiro. Uma ótima oportunidade de fazer amigas na hora da refeição, confraternizar e manter viva a cultura das estradas

Curtiu? Aposto que você tem a sua própria receita de feijão tropeiro! Obrigada por ler, boa viagem e bom apetite!

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